segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

mais promessas!

Bom gente, o final de ano está aí né, fazer o quê. Faltam três dias para todo o Brasil comer horrores e se arrepender no dia seguinte - e, mesmo assim, comer as sobras requentadas do peru e o restante da maionese. Esse ano, me lembro de ter prometido emagrecer, ou, no mínimo, parar de comer tanta bobagem... porque o emagrecimento é consequência. Mas aí chega a época do colégio, e você vê todas as suas amigas comendo aquele pastel frito com Coca Cola, e acaba não resistindo. Bom, eu queria dizer que não sou volúvel, e quando quero parar de fazer algo, consigo. Mas, adivinhem, não é bem por aí. Acabou que além dessa, nao consegui cumprir ne-nhu-ma promessa que fiz. Eu sei, é uma lástima. Mas ano que vem eu acho que consigo. Já fiz a minha lista e, se eu for mesmo na praia, vou pular as sete ondinhas, jogar uma rosa branca no mar e usar calcinha colorida - fazer o quê, dizem que dá sorte e tals. Algumas coisas da lista eu ja comecei a praticar, como parar de roer as unhas e nao comer mais chocolate. Mas isso foi depois que deixei as unhas no toco e comi quatro barras variadas da minha guloseima favorita. Uma amiga também disse que vai prometer isso e tal, então acho que pode dar certo, se uma ajudar a outra a não sair da linha. Quem sabe? Sorte para nós! Depois divulgo a minha lista de promessas, é que lembrei de mais mil coisas que devo acrescentar. Três beijos.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Blog diário

Então gente, estava lendo tranquilamente minha revista favorita quando me deparei com uma matéria sobre o que fazer quando se está desocupada em plenas férias, ou seja, uma matéria exclusiva para mim. Eu nem li a matéria, para ser sincera, mas li o ícone sobre "blogs diários". Você só tem que postar todos os dias (jura?)e dizer qualquer coisa sobre seu dia fantástico (o que voce fez, etc). Mas se eu fizer isso não vai dar certo. Porque eu nunca faço nada. O.K., estou sendo ingrata, mas estou sendo ingrata só hoje, porque minha mãe e eu fomos ao shopping e ganhei o jeans que faltava pro meu guarda-roupa ficar feliz. Mas amanhã eu não vou fazer nada. Então o que eu vou postar? "oi, hoje eu bebi água, assisti Dragon Ball Z, comi horrores e me arrependi"? Por favor, né. Mas eu quero fazer algo, então vou postar diariamente mesmo, fazer o quê!? Ninguém é obrigado a ler mesmo, rá rá rá! Bom, hoje passei o dia dormindo porque minha noite foi tensa. Isso que dá ver filme sobre espiritos (e, pior, baseado em fatos reais). Não foi "O exorcista", rá! Foi "Atividade paranormal". É um que estreiou esses dias. Vi com duas amigas minhas e, cá entre nós, era pra ser só mais um filme de terror bobo que você ri depois que acaba. Mas adivinhem, não foi. Não foi mesmo. E eu tô meio assustada até agora. Mas vai passar, não é possível. Depois minha mãe e eu fomos ao shopping, como já disse, e compramos umas coisas para suprir minhas necessidades básicas de adolescente. Ficamos lá a tarde toda, foi ótimo. Tirando a parte que estava mega lotado por causa do Natal. Um monte de gente, crianças chorando pra lá e pra cá e minha mãe indo na direção errada sempre - acho que ela fica meio lerda quando tem muita gente por perto. Enfim, sobrevivemos as lojas abarrotas e chegamos em casa (na chuva, mas chegamos). Pronto, acho que é isso. Agora estou aqui curtindo meus momentos de sedentarismo, e já vou indo porque tá na hora né. Dois beijos.

sábado, 28 de novembro de 2009

Colação de grau

Gente, quinta-feira passada foi minha colação de grau. Nunca achei que ia chorar tanto na minha vida. Foi tudo lindo, sério. Rolou umas confusões lá, claro: a "apresentadora" que estava chamando uma dupla de cada vez estava toda louca falando os nomes depois que as pessoas já tinham passado (mas eu acho que a culpa é do sgt Júlio que empurrou a gente antes de nos chamarem)! Depois disso foi tudo normal, houve dedicatórias aos nossos melhores professores (na nossa opinião) e uma derramação imensurável de lágrimas da professora Maíra. Falando nela, quando chegou a vez dela de falar umas palavrinhas, não escapei da lista de "alunos que me ensinaram alguma coisa". Foi tão fofo, ela disse que eu a ensinei a ler. Na verdade, até agora eu não entendi, quer dizer, ninguém entendeu. Mas obrigada, Maíra, você é um doce e eu te amo!

Esta aí é a foto de quando a Carolina e eu entramos no auditório. Pra variar, eu tô com uma cara de quem quer explodir na gargalhada. Que fase... Eu vim neste mundo para pagar mico!

Custei, mas passei! Agora, que venha o ensino médio! Mais três anos de farra!
Beijoooooooooooooooooooooooooooooo!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Dia da música

ou: a volta da Cecília ao blog

Bom gente, eu voltei de verdade agora... Acabaram-se as pertubadoras provas, não preciso mais olhar para a cara dos professores pelos próximos 2 meses, nem eles precisarão olhar para a minha (o que deve ser pertubador com o passar do tempo).
E olha que legal, hoje é o dia da música! Pra pseudo-comemorar, baixei 20 músicas novas no computador da minha mãe, de eletrônica a pagode, e ela já está quase me tirando daqui com pontapés para eu não acabar travando o computador de tanta "bobagem".
Minhas melodias ambulantes, apresento meu top 10, sempre quis publicá-lo aqui, mas toda hora muda, portanto: apresento meu top 10 do dia 23 de novembro:

1 - Bad romance - Lady Gaga (tá na moda)
2 - If it kills me - Jason Mraz (para momentos melancólicos)
3 - Friend of mine - Lily Allen (para deitar na rede e ouvir)
4 - Upside down - Jack Jhonson (para deitar na rede e ouvir²)
5 - Wonderwall - Oasis (influências...gostei)
6 - Sexy Bitch - David Guetta ft. Akon (boa pra dançar rebolation)
7 - Eu nunca amei assim - Jeito Moleque (eu disse que baixei pagode...)
8 - My All - Mariah Carey (zzZzzZZZzzz...)
9 - All I wanted - Paramore (para surdos)
10 - Misunderstood - Bon Jovi (é linda, pronto)

Tchau gente, vou arrumar um cd para gravar as minhas músicas em paz porque essas mães de hoje em dia não sabem dividir o computador. Beijinhos *-*

terça-feira, 10 de novembro de 2009

semana chata (ou : provas finais)

Bom gente , como vocês sabem (ou não) eu estudo. E como qualquer estudante normal (ou nem tanto) sou obrigada fazer aquelas provas chatas disso e daquilo (a maioria eu não vou usar futuramente; relevamos? Relevamos). E aqui estou eu, atolada de coisas para ler, decorar e perder a cabeça... Até acabar essa ladainha, o blog ficará morto com as coisas velhas de sempre. Mas, por favor, não desistam de mim (se quiserem desistir, tudo bem - vocês devem ter mesmo algo mais importante para fazer)! Nem tenho muitas novidades, claro, minha vida não é a coisa mais agitada do mundo. Quem sabe um dia viro uma estrela e posto todos os dias sobre minhas idas e vindas, né? Até lá...Deixa eu dar uma resumida na minha ida e vinda da Casa de Repouso que eu fui (vocês lembram que eu contei, né? - e, só para constar, era para eu ter ido num hospital de câncer, mas o professor mudou tudo): as idosas lá são umas fofas gente, de verdade. É ótimo conversar com elas, todas ficaram muito animadas com a presença dos visitantes e tal; acabou que eu conversei mais com uma do que com todas... me identifiquei bastante com ela, sei lá, ela me fez lembrar um pouco da minha vó. E tem o mesmo nome da minha mãe, legal, né? Eu a ensinei a jogar Bingo, ela nunca tinha jogado. E sim, ela ganhou - e ficou toda feliz! Depois nós ficamos conversando um tempão sobre a família dela e nem vimos a hora passar. Saí de lá querendo voltar, de verdade. Até combinei com a minha mãe de fazermos uma visita por lá para ela conhecer também. E é isso gente, foi mesmo uma experiência incrível, quem nunca visitou um lar para idosos, deve ir. Agora vou estudar, amanhã tem outra prova, sabe como é, né?

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Sofrer demais é opção?

Ou: uma lição pra mim mesma

Sem querer começar o post pagando de observadora nem nada, é muito interessante ver como as pessoas reagem de maneiras diferentes aos problemas. Você deve ter uma amiga assim: quando acontece algo dramático na vida dela, por exemplo: no dia do aniversário dela, ela tomou um fora sem motivo nenhum. Aí ela chora, se descabela, come chocolate até aumentar dois números no manequim e tal, mas, uma semana depois, está lá, toda feliz de novo. Exemplo pessoal do tipo oposto também são fáceis de serem encontrados: eu ainda choro quase toda semana pelo meu cachorro que foi embora - ele não morreu, que eu saiba. Tiraram ele de mim - ... a três anos atrás. Existem os meio termo, mas eles não são tão divertidos, vamos voltar a falar dos extremos. Sofrer demais ou de menos é uma opção que a gente faz, ou cada um de nós pega uma ficha quando nasceu (sofredores nessa fila, serelepes na outra)e a coisa não tem mais volta? Isso soa um pouco cruel. Penso que temos capacidade suficiente de mudar quaisquer coisas que nos perturbem; um pouco de boa vontade, nesse caso, vem a calhar. Então pra que eu vou bancar a "emo" e passar a ouvir músicas tristes que me deixam pior, sendo que quero melhorar meu "estado de espírito"? Sim, é burrice. Se eu quero melhorar, devo passar a buscar coisas que me deixam pra cima, e não pra baixo. Tudo bem, talvez você realmente goste de músicas deprimentes; mas que isso não vai ser de muita ajuda, não vai. Aí sempre vem um e me diz: até parece que é fácil superar do nada certas coisas. Bom, eu não quero bancar a equilibrada nem nada, mas eu já passei por tanta coisa e dei a volta por cima, que hoje não existem barreiras insuperáveis para mim. Experimentar algo desconhecido nos amadurece. Sorrir para alguém que você odeia, por exemplo, traz uma sensação tão boa que vocês não fazem ideia: a pessoa vai ficar totalmente confusa com você e, talvez, parar de perturbar seu lugar zen de paz (vulgo: cabeça). Mas como eu dizia, reunir forças e dar a volta por cima é a melhor coisa do mundo, e você nem precisa fazer isso sozinha (o). Buscar seu ponto de apoio na família, por exemplo, pode ser uma boa saída. Não estou desmerecendo os amigos, claro, mas acho que a família apoiará você independente do que você esteja passando, não irá te julgar nem nada... E família é família, ninguém discute. Depois, o que você considerava "a pior fase da sua vida", não irá passar de mais uma nota de rodapé na sua história. A sensação de volta por cima é libertadora, levanta nossa auto-estima, entende? Eu recomendo uma reavaliação de tudo antes de você cogitar um serial killer envolvendo todos que encherem sua paciência... Brincadeirinha. O que eu quero dizer é que, tentar gostar mais de você, na pior das hipóteses, te ajudará a superar certas coisas. Claro que o meu exemplo pessoal sobre chorar por cachorros que saíram da sua vida a três anos não é válido para tudo. Tem gente por aí que se depara com pessoas perfeitas demais e acabam se deprimindo porque não são como elas. Nós criticamos tanto o nosso jeito de ser, mas há tantas pessoas que se aproximam da gente exatamente porque temos esse tal jeito. Elas simplesmente se identificam, sabe? Se uma flor tentar ser amiga de uma cadeira, não dará muito certo. E nós flores lá, insistindo em ser amigas da cadeira. Que coisa, né? Arrumar sofrimento onde nem existe. Ai ai. Bom, minhas florzinhas, desabafei aqui. Pior é que me identifiquei com toda minha pseudo-lição de moral para sofredores de causas inusitadas. Não sei bem, sempre quis ser amiga da cadeira.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Deve acrescentar algo...

Bom gente,resolvi criar esse post só pra abaixar aquele sobre o Dia das Aves,afinal, já passamos de 5 de outubro, né? Então não faz mais sentido! E eu realmente espero que vocês tenham se sensibilizado e passem a olhar nossas coleguinhas com outros olhos que não sejam os da barriga. Mudando de assunto, na verdade, este post não é totalmente inútil...Estou meio que animada para uma pseudo-excursão que meu professor de sociologia resolveu fazer com as turmas da minha série. Cada turma irá visitar uma casa diferente; não me lembro bem, acho que uma turma vai visitar uma creche, outra turma irá visitar uma casa de repouso para idosos, a minha turma, no caso, irá visitar um hospital que cuida de pessoas com câncer, e a outra irá visitar uma casa que abriga pessoas com necessidades especiais. Achei isso o máximo. Sempre quis visitar um hospital, conhecer as pessoas de lá e tal. Até porque, a princípio, eu quero fazer medicina. Então deve acrescentar algo. Acho ótimo sair um pouco do nosso mundo e conhecer a realidade de outras pessoas. E passar a colocar isso na nossa rotina também; visitá-las sempre que possível e bater um papo. Mas não apenas os hospitais, as casas de repouso para idosos também devem ser colocadas em nosso plano; quantas coisas aqueles idosos sabem e podem compartilhar conosco, quantas histórias eles podem nos contar; sem contar que, alguns deles nem recebem a visita da própria família... se temos disponibilidade de fazer isso por eles, por que esperar? Isso trará uma imensa alegria a eles; são pessoas simples, que consideram o mais simples gesto como um dos mais importantes de suas vidas. Eles estão lá prontos para conversar, só precisam de quem os ouça.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Dia das aves


Ou: um post pequeno e a toa

Hoje, dia 5 de outubro, estamos "comemorando" o dia das aves. Ou melhor, eu estou comemorando o dia das aves... Não preciso dizer que ninguém dá a mínima para nossas amiguinhas penosas exceto quando estão imóveis em uma bandeja, não é? Bom. Sendo assim, este post é dedicado a elas: companheiras de mesa, detentas em galinheiro e moradoras de frigorífico.

sábado, 3 de outubro de 2009

Eu até gosto do cotidiano

Como vocês devem ter percebido (ou não), eu sou péssima com aquela coisa de seguir uma agenda, ou, no mínimo, programar algo para fazer tal dia. O blog pode até ser uma semi-prova disso; não uma prova, claro, porque eu não o abandono por, por exemplo, dois anos... mas abandono, né. Bom. Estava visitando blogs alheios, como sempre faço, e me deparei com algo deprimente: a menina lá estava desistindo do blog dela! Ta, e daí? Bom, daí que o blog dela existe a mais ou menos três anos, e é super dinâmico, a cara dela! Eu já tinha percebido que tinha pra lá de três meses que ela não escrevia nada nele, até que ela postou que viria com um novo blog. E hoje ela postou que não sabe como as pessoas não enjoaram de ler sobre o cotidiano dela, sendo que ela mesma já enjoou, e que vai fazer um novo blog falando de outra coisa porque não aguenta mais aquela mesmice e blá-blá-blá.
Tudo bem que isso me pseudo-ofendeu, sabe? Poxa vida, meu cotidiano é até legal, coitado. Eu gosto de escrever sobre ele aqui... Claro que não é algo realmente fantástico que você diga "nossa, como a vida da ciça é legal" mas dá pro gasto.
O cotidiano é bom pra quem gosta de ficar queitinho em seu devido canto: fazendo suas lições de casa (eu faço, ok?), arrumando seu quarto, mexendo no seu pc e saindo aos fins de semana pro mesmo lugar de sempre. Esse aí é o meu padrão de vida, e eu até me orgulho dele, sabe? Eu não sou muito agitada a ponto de ir pra vários lugares no mesmo dia, fazer as lições de casa no colégio (se bem que eu já fiz várias vezes)e blá-blá-blá.
Enfim. Acho que se fosse para escrever sobre algo que não me envolvesse, por exemplo: o cara foi morar na Patagônia e despertou curiosidade de milhares de pessoas no mundo, eu não saberia falar sobre isso direito; quer dizer, até que saberia, mas não seria algo muito espontâneo, sabe? Seria algo como "então, vocês sabem que o cara lá foi morar naquele monte de gelo,né? Legal, né?" entendem? Seria bem chatinho e sem emoção. Claro que se eu estivesse na Patagônia seria diferente, mas como eu estou nesse calor danado, seria exatamente assim escrever sobre algo que não me envolvesse.
Credo, eu enrolo demais. Mas indo ao ponto, acho que o nosso cotidiano não entedia as pessoas. Dependendo de como você enxerga as coisas, tudo fica mais engraçado, mais deprimente ou mais chato. E sinceramente, eu amava o blog da menina, visitava todos os dias para ver se tinha alguma novidade e tal. Mas fazer o que, né? Ainda assim, pode ser que, diferente de mim, ela consiga escrever algo realmente emocionante sobre algo que não a envolva. O meu destino infelizmente é permanecer escrevendo sobre o dia que cai de bicicleta ou o dia que fui no velório e disse bem feliz "oooi, como vaai?" pro filho da senhora que tinha morrido. Ai ai.

domingo, 13 de setembro de 2009

Frilas e distâncias

Andei percebendo que, quando se tem 14 anos e, na maioria das vezes, não se faz algo que possa se chamar de emprego, ficamos meio deslocados do mundo. Estava conversando com uma prima, por msn, quando:


Eu: você bem que podia dar um pulinho aqui em casa.
prima: (silêncio)
Eu: nós podíamos ir ao shopping, preciso comprar umas coisas, preciso pegar um negócio no lugar tal... podemos almoçar por lá, o que você acha?
prima: não vai dar.

Eu: por quêêê?
Prima (indignada): porque eu tenho que trabalhar, Ciça. Como as pessoas geralmente fazem, entende.
Eu: ah.

Ai, ai.
Hora para chegar, hora para sair...
Aliás, frila não tem horário pra chegar.

P.S.: e dorme também. Já estou morrendo de sono. Mas postei. Postei!!
P.P.S: ainda bem que tenho o Manu, meu amigo humorista. Ele tem um horário flexível, que nem eu.
P.P.P.S.: né?
P.P.P.P.S.: frilas seria uma bonitinha abreviação de free-lancer.

Pensamentos X ações

Que coisa, ninguém acreditou que eu iria postar pelo menos duas vezes esta semana. Nem minha mãe. Mas, para vocês verem que estou falando sério, esta postagem sai hoje, e de manhã. Tudo bem, são mais de duas horas da tarde, mas chega de enrolação e vamos lá...

... pensamentos X ações
(ou: faça o que eu digo...)

Semana passada, fui almoçar com um amigo. Na hora de pedir...

Eu: duas Cocas normais, por favor.

Ele: nããão! A minha é zero.

Eu: Coca Light? Você??
Ele: não é light, sua louca. É ZERO.
Eu: que seja. Você sempre pede Coca normal! Não estou te reconhecendo!
Ele: pedia, Ciça. (apertando a barriga). Olha essa banha aqui.

Olhei, não vi banha nenhuma, mas continuei como se tivesse visto.

Eu: essa banha está aí porque você é sedentário. Por que você não pensa como eu? Em vez de mexer na alimentação, se exercita?
Ele: você está se exercitando?
Eu: não, mas eu penso isso.

Ele nem sequer levou meu comentário em consideração.

Só porque eu não FAÇO isso.

O ponto é: ele ficou olhando para minha Coca normal.

E ele deveria fazer ginástica.

sobre convites não feitos

(ou: sobre gente peculiar da filosofia)


Estava eu hoje no colégio, conversando com meu colega Lucas, quando passa nossa colega Rá.

Rá: oi, gente! Eu ia chamar vocês hoje para ir ao cinema!
Eu: ah, mas a gente não vai poder, porque...
Rá: não, querida, eu IA chamar! Não vou mais!

Eu e o Lucas nos olhamos. Rá se despede e segue seu caminho. Ai, ai.

domingo, 23 de agosto de 2009

Que carro?

Finalmente, uma postagem que não envolve minhas loucuras do cotidiano.
Outro dia (anos atrás) fui com minha amiga e a mãe dela num hospital para que ela fizesse uns exames que o homeopata pediu. Isso foi depois da aula, eu costumava pegar carona com ela. Daí, infelizmente, se ela precisasse ir ao lugar X, eu teria que ir junto. Não estou reclamando, claro. Pelo menos não voltava de ônibus, né? Enfim. Fomos pegar o carro e:

Manobrista: só um minutinho, que já estão trazendo seu carro.
Mãe da B: Tá bom.

(Passa um minutinho)

Manobrista: pronto, tá aí seu carro.
Mãe da B: cadê?
Manobrista (apontando): aqui, bem na nossa frente.
Mãe da B: esse não é meu carro!
Manobrista: como, não? Dá o seu papelzinho de novo. Tá vendo, é esse mesmo!
Mãe da B: não é não, e... Ah, desculpa, é esse mesmo.

Entramos no carro deixando pra trás dois manobristas incrédulos.

Esse tipo de mico só acontece comigo, claro. Mas prefiro pensar que foi mais mico pra mãe da B que pra mim!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sem medo do ridículo

Sem querer começar a coluna contando detalhes da minha rotina, mas começando, outro dia precisei tirar raio x da mão. Na salinha de espera havia uma garota que ia tirar raio x dos "seios da face" (também não sei o que é isso, mas fica no rosto). Bom. Ela entrou na sala comigo. Dei de cara com uma maca à minha frente. Fui até uma mesa onde eu deveria colocar a mão por cima. Passei a observar a garota que ia tirar o tal do raio x. Veio uma carinha com as instruções: ela teria que deitar de barriga para baixo, com o queixo apoiado onde estava verde e a testa onde estava vermelho. E ficar um tempinho assim, sabe. Supernormal. Não sei bem, mas acho que ela olhou se não tinha nenhuma câmera; tive uma crise de riso e, como o carinha fez uma expressão de que não tinha o dia inteiro, ela fez o que ele pediu. Meu raio x já tinha terminado. Saí da sala e fiquei pensando: se fosse comigo, morreria de vergonha. Pelo amor de Deus, tenho 14 anos. Já era para eu ter me curado do medo do ridículo!
Afinal de contas, o que é mais ridículo? Aquela posição ou... Uma pessoa que, por estar naquela posição, tem medo do ridículo? Não sei você, mas eu fico com a segunda opção. Ter medo do ridículo, muitas vezes, consegue ser mais ridículo do que a própria coisa que nos deu medo. Claro, não estou dizendo que ficar daquele jeito na frente de um estranho é divertido. Mas e daí? O cara do raio lá devia atender milhões de pessoas por dia (ok, não milhões, mas muitas!), nem vai se lembrar do rosto de ninguém e, como a vida não é uma novela, não vou descobrir nos próximos dias que ele é meu pai verdadeiro e que a gente se conheceu naquela situação. Enfim, por que tanto medo? Não, não descobri. Também não vou amar a experiência se precisar fazer esse exame. Mas fiz uma lista mapeando as situações nas quais me sinto ridícula e me dar pelo menos uma forma cientificamente comprovada de espantar esse sentimento. OK, esqueça a parte do cientificamente comprovado. Tá, vamos à lista, aqui não é casa da mãe Joana.
1- Em exames de raio x e posições estranhas em geral: o segredo é se concentrar na efemeridade do momento. Tudo é passageiro nesta vida, seu corpo logo voltará a posição normal... E você fará um pouco de exercício - olha que saudável!
2- Situações em geral com estranhos: lembre, eles são estranhos. Vocês não se verão norvamente. Esse argumento é válido para quem mora em cidade grande.
3- Roupa errada/dança errada/equívocos variados: desvie a atenção do seu erro, focando na sua excentricidade. Vim de jeans no casamento! Em velórios dou "parabéns" ou digo "tudo bom?" em vez de "meus pêsames" para descontrair o ambiente. Se não funcionar, apele para o número 4. Aliás, o número 4 pode ser usado em situações em geral.
4- situações em geral: imagine uma imagem na sua cabeça. A primeira que vier. Um coelho voando, mãos enrolando brigadeiro, uma cena de Caminho das Índias, coalas sambando. Concentre-se nessa imagem até a situação passar. Boa sorte.

sábado, 15 de agosto de 2009

O amor e a moral da história

Eu tenho uma amiga, a M., que é determinada em tudo, até para escolher qual será seu futuro marido/namorado/ficante/afim. Para ela, o seu amado deve ser inteligente (para que ele possa ensiná-la), do tipo bronzeado (para compensar a pele branca dela), extrovertido, alto, com olhos claros e que curta MPB - ou qualquer tipo de música que se possa ouvir deitado em uma rede. Além dos critérios mínimos como tomar banho, ser educado e etc. Quem olha assim pensa: essa amiga da Cecília quer um garoto perfeito no padrão dela. Mas nem é bem por aí. A M. sempre foi uma garota muito determinada, como eu já disse, mas acabou que agora ela está namorando a sete meses com o garoto F. e está super feliz. Ta, e daí? Bom, daí que esse garoto F. não faz parte do padrão de beleza da M. Na verdade, ele tem altura Y, humor G e, por incrível que pareça, não gosta de música. É tão branco quanto minha amiga e não vai bem em portugês e história. Seus olhos e cabelos são castanhos e se tem uma coisa que ele não gosta é ficar parado em uma rede. Sem querer descrever o menino todo, mas descrevendo, ele é exatamente o que a M. não queria. No entanto, hoje ele está com ela por sete meses. Sete gente, não são cinco e nem seis, mas sete. Pois é. Isso me leva a crer que, muitas vezes, a gente sabe (ou acha que sabe) tudo o que vai fazer a gente feliz nesta vida: encontrar alguém do jeito X, com qualidades Y e levar com ele uma rotina Z. Só que aí, calha de conhecermos um cara do jeito V, com qualidades Q e nos vermos numa rotina, digamos, J. Credo, chega de letras. O ponto é: na nossa cabeça temos uns padrões de como devem ser as pessoas/situações que encontrarmos e aí, depois que nos deparamos com algo diferente, pensamos: devemos continuar com o esquema que criamos? Ou daremos chance para algo novo, como minha amiga? Nem sempre é fácil abrir mão do que planejamos, como fez a M. Na verdade, ela pensou em terminar com o F. e procurar sua felicidade que caiba nos seus padrões. Mas isso não deu em nada, pois ela descobriu que gostoso mesmo é ser diferente. Brincadeira, na verdade, ela resolver se entregar no que ela chama de "missão impossível" e ver como se sai. Eu chamo isso de "cabeça-dura", mas vamos lá. Não sei você, mas eu acho que uma das coisas mais legais no amor é ser surpreendida. Se você se prender no quesito de estar com uma pessoa nos seus padrões, perde a chance de experimentar algo totalmente diferente (e melhor) do que aquilo que planejamos. Perdemos a chance de estar com uma pessoa (ou pessoas) que pode fazer você muito feliz! Se você conhecer alguém que não seja tão bonito como você queria, nem tão legal para suas amigas como você gostaria, não se prenda a isso. A questão é você gostar da experiência. A moral não é "case e seja feliz" mas "reveja seus padrões e seja feliz".

domingo, 9 de agosto de 2009

Asteriscos aleatórios!

Ou coisas que não vão acontecer tão cedo.

* Por eu não gostar de ler críticas ou sinopses de filmes antes de vê-los, acabei assistindo ao péssimo “A Garota de Mônaco” e tendo que agüentar o mau humor da minha amiga, que queria muito ter visto um filme legal, tadinha. Mas o único mérito do filme, para nós, foi ter nos deixado com vontade de conhecer Mônaco (o que não vai acontecer tão cedo).

* Estou lendo "A droga do amor" pela milésima vez. Ok, não é a milésima vez, mas deve ser a décima. Sei lá, eu poderia culpar meus pais por isso, já que eles se recusam a me dar um livro novo e contribuir para a minha felicidade. Porém não vou fazer isso, provavelmente eles querem que eu entenda o que Pedro Bandeira escreveu. Preciso dizer que isso não vai acontecer? Então.

* Estava pensando seriamente em guardar todo o dinheiro que recebo com as colunas do jornal e investir em algo realmente útil, talvez em um ano eu tenha uma quantia que realmente proporcione isso. Mas pensando bem, minha mãe não vai pagar nada pra mim a não ser em datas especiais, portanto, não vou aguentar um mês sem comprar uma roupa nova ou um sapato novo. Isso eu posso dizer que é culpa dela, eu poderia muito bem guardar meu dinheiro se ela cobrisse minhas necessidades de adolescente.

* Falando em necessidades de adolescente, eu fiz uma lista (sim, uma lista) de coisas que precisava urgentemente comprar. Urgente pelo menos pra mim né, porque para minha mãe, poderá ser providenciado no ano que vem. Não vou dizer o que é, pode ser humilhante, mas sei que, graças a ela, fiquei sem as duas novas melissas (que eram as primeiras coisas da lista). Nossa, acabei falando.

* Para não dizer que todas as coisas que não vão acontecer são péssimas, lembrei de uma ótima: meu irmão disse que já que eu estou tão empolgada com o meu salário mixuruca, deveria começar a pagar os custos mais baixos da família, como por exemplo,os DVD's que alugo no nome dele. Bom, está no nome dele, não é? Então eu nada tenho a ver com isso.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

final de ano, promessas e afins

Dia desses estava confabulando com a minha mãe sobre aquelas tais promessas que sempre fazemos na virada do ano. Ta, eu sei que não estamos no final do ano nem nada, mas resolvi falar sobre isso, e pronto. Então, confabulações a parte, eu nunca cumpri todas as minhas promessas. Ninguém cumpre. Não é impossível cumprir todas, claro, não estou falando que é, mas é um fato. Sem querer voltar a minha primeira coluna nem nada, nós não precisamos prometer nada sendo que estamos determinados naquilo que queremos. É uma escolha nossa. E penso que esse seja o problema. Uma pessoa que faz, por exemplo, cinco promessas na virada do ano, está, em teoria, comprometida com aquilo. Mas isso não quer dizer que ela vá cumprir as tais promessas. Pegaram a linha do raciocínio? Então. Se você está determinado a parar de roer unhas, você vai parar. Talvez isso demore, talvez seja mais rápido do que você pensa, mas vai acontecer. Mas, se você promete parar de roer as unhas na virada do ano, na próxima semana você poderá mudar de ideia e argumentar algo como “ano que vem eu faço a mesma promessa e a cumpro”. A questão é: a força de vontade é a chave para conseguir qualquer coisa. Mas se você não tem essa força, nunca sairá do lugar. Pode até parecer que eu sou uma louca que gora promessas alheias, mas juro que não. Voltando. É a mesma coisa de você ter uma irmã insuportável e prometer que será mais paciente com ela no final do ano. Aí quando ela não quiser despencar do telefone, você o pega e atira nela. E o que acontece? Você fica de castigo ou, no mínimo, fica com fama de maluca que joga o telefone nas pessoas. E você nem conseguiu cumprir sua promessa. Ta vendo? É um fato. Assim, eu repensei o seguinte: se queremos tanto conseguir uma coisa, devemos batalhar por ela. Unir forças, sabe-se lá de onde, e dar a volta por cima. Porque de qualquer forma, nunca sairemos do lugar se não dermos o primeiro passo. E não vai ser um pai de santo que descerá aqui e empurrará você para frente. Tudo depende de nós. Da nossa vontade. E, assim, conseguiremos atingir nossos objetivos, porque eles serão frutos do nosso merecimento.

terça-feira, 21 de julho de 2009

No Convento De Macaúbas

Gente! Fui no convento! Não, não foi pra ficar lá... Eu bem que achei que era, depois do lindo e engraçadíssimo episódio do meu pai: minha filha vai deixar de ser uma rebelde já!

Pai: Cecília, esse é Convento de Macaúbas, não é legal?!
Eu: Nossa, pai! Muito legal mesmo!
Pai: Pois é, é aqui que você vai passar uns anos, para aprender a rezar e a ter disciplina.

Bom, eu não acreditei muito não, quer dizer, meus pais fazendo isso comigo em pleno século XXI? Pois é, não era lá muito provável, ou era o que eu queria acreditar. Aí ele para o carro e animado diz: Que legal que você não se queixou, filha. Achei que nós teríamos problemas.
E então, ele se dirige ao porta-malas, ABRE o porta-malas e finge pegar algo no porta-malas. Ah não, que raiva/vontade de chorar que me deu... Mas aí veio:

Pai: olha lá, amor (se dirigindo a minha mãe), olha a cara dela!
Pausa. Sem querer ser chata, mas sendo, com que cara ele esperava que eu ficasse? Sério mesmo, não sei até onde vai a minha capacidade de levar tudo pro lado da brincadeira; também não conheço muito bem a capacidade de arruinar a felicidade alheia do meu pai. Enfim. Após o momento super engraçadinho do meu pai, nós entramos.
Não tem muita coisa no salão principal não, tem algumas imagens de santas e santos. Tem santo de pedido de última hora, santo disso, santo daquilo. Um monte de santo! Mas não conversei com nenhuma freirinha, nem vi nenhuma também. Lá tem uma espécie de janela escura, onde você coloca pedidos para que as freiras leiam, e você também conversa com elas por lá. Minha mãe disse que as freiras não podem sair da "casa", e tomam sol lá dentro mesmo, numa varanda. É uma pena, na entrada tem um jardim incrível.

Tipo assim, não reparem a minha cara, eu tava morrendo de rir, com o cabelo atrapalhado, mas o que realmente conta é a santinha aí, tá?!
Enfim, não ficamos tanto tempo no convento, mas deu pra ver que certas mulheres/homens gostam mesmo desde estilo de vida e se orgulham disso. Ainda assim, estou ótima aqui fora.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Um aniversários, duas datas

Eu comemorei um mês de namoro dia seis de julho; só que há outra data: nove de julho, que é quando fizemos dois meses de... de que?! Bom, de alguma coisa quando o casal fica junto sem namorar. Sim, nós seguimos o mesmo calendário. Mas é que nós ficamos dia nove, e oficializamos uma coisa que já existia no dia seis. Isso não é de muita ajuda. Imaginem um casal que passa a morar junto no dia tal. Imaginou? Bom, tecnicamente, esse casal está casado. Eles vão no cartório assinar o papelzinho lá, e pronto. Se um casal casa e mora junto num grande pacote, é prático, eles têm uma só data. Mas, se eles têm duas, qual prevalece? Se um casal mora junto, considero esse casal perfeitamente casado. Mas afinal, depois de oficializar, alguma coisa muda? Acho que não. Falando sério, isso dá um imenso trabalho! No meu caso, dia seis (que vem antes do dia nove):

Eu: Feliz um mês de namoro, querido!
Pedro: Feliz um mês de namoro, amor!

Não parece tão terrível, certo?! Nos parabenizamos, se der, saímos. Enfim. Agora, três dias depois, a mesma coisa:

Eu: Feliz dois meses de... do dia aí que a gente tá junto, querido!
Pedro: Idem.

Bom, vamos comemorar mesmo uma coisa que dá praticamente no mesmo da outra? Quem vê nem acredita.Sem querer ser baranga, mas sendo, digo o seguinte: eu e o meu coração queremos comemorar uma data só, que a data que realmente conta, a do dia seis. Não que a outra não valha nada, claro, mas mesmo assim.
Deixando de falar baranguices, agora: ai, são só datas, certo? Então eu dou uma lembrancinha pra ele no dia seis, e ele me dá outra no dia nove.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O condicionador mal-educado e o pirulito que acende

O condicionador mal-educado


Anteontem, no supermercado, lembrei que precisava comprar condicionador. Vi um da Seda para cabelos ondulados que eu nunca tinha usado e comprei. Na hora de lavar o cabelo, adoro ficar lendo rótulos, para agüentar aqueles tais três minutos que o condicionador leva para agir sem ficar ensaboando tudo o que eu já tinha ensaboado e gastando água e mais água. Bom, sem dar mais detalhes da logística do meu banho, fiquei superfeliz por ter um rótulo novo e comecei a ler:

"Seus cabelos ondulados têm um encanto natural, que, no entanto, ninguém descobriu ainda? Para definir seus cachos, chegou esse Seda e blá blá blá"

Sério. Falar que seus cabelos têm um encanto natural que ninguém descobriu é quase uma ofensa! Será que era uma piadinha dos publicitários que criaram o texto do rótulo e não era para ir para o rótulo de verdade?

Aposto que a pessoa que escreveu esse texto se gaba por todo mundo ter descoberto o encanto natural do cabelo dela.

O pirulito que acende


O pirulito que acende!Bom: uma vez, há alguns anos, eu e meu amigo Rafael estávamos numa lojinha, quando ele disse: "Nossa, esse pirulito acende!". Eu disse: "Tipo o Pirocóptero? Que legal!". Ele: "Hã? O Pirocóptero VOA! Esse aqui acende, tem uma luzinha, ó. De onde você tirou que ele voava?". Eu tinha entendido "ascende", de "ascender", e não "acende". A culpa não é minha, mas da língua! Até hoje o Rafael me zoa por causa disso. Com certeza, eu estava lendo na época algo sobre ascensão e queda de alguma coisa, para ficar com essa palavra na cabeça. Se bem que... Tudo bem que "ascende" é menos usado que "acende", mas o que é mais fácil de imaginar? Um pirulito que voa como o pirocóptero ou um que é praticamente uma lanterna?

Sobre amigos que não vemos há muito tempo

No início das férias, encontrei uma velha amiga no MSN. Ela é uma daquelas nerds que só usam o computador em feriados. Enfim. Finalmente nos encontramos e:

J: Oi Ciça! Quanto tempo!
Eu: J! Quanto tempo mesmo!
J: Bom, só da tempo de dar "Oi", estou saindo!
Eu: Não, resume as novidas, pelo menos!
J: Vejamos... Descobri que sempre fui lésbica, estou namorando, ela é incrível!
J: Depois te mando as fotos dela e tal!
J: Beijão, te adoro!

Amigas sumidas, sempre cheias de novidades!

P.S.: Novo vício alimentar: Chocolate quente com bolacha Maria.

Chocolate ou sorvete?

No início do ano, fui jantar na casa dos avós de uma amiga e um diálogo bobo acabou me marcando. Essa casa tinha uma biblioteca enorme, como todos os livros do mundo e mais alguns (ta, vou tentar seguir o texto sem tanto exagero). Depois de comer, fomos lá dar uma olhadinha. E aí eu, num momento nerd descontraída, soltei: ”que desespero! Tem tanto coisa que quero ler e nunca vou conseguir ler tudo! O que faço?” E minha amiga, num momento evoluída e ponderada, disse: “você faz escolhas”. Como quem não quer nada, a chatinha resumiu algo que conhecemos bem: queremos ter tudo e mais alguma coisa, mas não podemos. E aí precisamos escolher.
Ter opções é muito dinâmico, claro. Sair para comprar xampu e ter zilhões de tipos à disposição. Ser livre para se jogar em namoros, amizades, cursos, planos, viagens, modos de ver a vida – e para colocar um ponto final nisso tudo, se quiser. Você pode sair do colégio e ir direto para a faculdade ou negociar com seus pais um intercâmbio antes disso. Falando em faculdade, pode escolher entre mil cursos. Pode namorar mil pessoas e casar um dia, assim como pode não casar e ter um filho com seu melhor amigo, não ter filhos, casar várias vezes, fazer um voto de abstinência. O problema é que quanto mais opções temos, mais confusos ficamos. Assim como minha amiga e eu naquela biblioteca. Ta, só eu, já que ela estava pagando de evoluída e ponderada. Enfim: como tem mil coisas para a gente fazer – umas mais fáceis, outras nem tanto – e como existem, várias possibilidades de agir, mas de desejar, de sonhar –, ficamos perdidos. Ainda mais porque não podemos ter tudo. Não podemos mesmo? Sem querer ser chata: não, não podemos.
Desculpa, mas não dá para você ter um namoro de mil anos e querer o mesmo frio na barriga do começo. Não dá pra ser legal o tempo todo e nunca dizer “não” sem se prejudicar. Não dá pra comer quilos de chocolate sem engordar. Precisamos ter prioridades, percebendo que se ganhamos de um lado, perdemos do outro. A gente vive tendo que escolher.
É fácil? Não. Mas pode ser delicioso? Pode, ainda mais se não formos com muita sede ao pote. Sem querer voltar ao passado nem nada, há uns 70 anos, o pessoal tinha muito menos opção. De coisas para fazer, cursos para escolher, de xampu. Hoje, a gente tem, mas fica angustiado. Quem sabe nos sentimos mais felizes se tivermos a consciência de que, escolhendo algumas coisas, em vez de tudo, ficaremos menos frustrados e aproveitaremos melhor a vida. Não leremos todos os livros da biblioteca, mas leremos vários. E muito mais bem lidos do que se continuássemos tentando ler tudo.

Sobre micos e religião

Com a inspiração transbordando, faço outro artigo. De que, não sei, mas a gente inventa! Não sou uma pessoa mega religiosa, tenho minhas crenças e blá-blá-blá, assim como todo mundo. No início do ano, uma amiga minha estava reclamando de dor no peito, calafrios constantes e “sensação ruim”; igual quando sua tia-avó vai atravessar uma ponte e você prevê que ela vai despencar de lá e morrer, mas acaba que ela sai ilesa. Enfim. Ela disse que ia num médico, pra ver o que estava de errado. Vamos chamar ela de N.

N: estou com uma sensação péssima...
Eu: não é melhor você rezar?
Ela ignorando, ou então, não percebendo minha pergunta, continuou:
N: acho que vou ao médico, isso não é normal.
Eu: médico? Médico não resolve isso não, você tem que rezar.

E assim, meio mundo (mentira, só ela) disparou a rir. Não sei qual era o problema, mas mesmo assim, comecei a rir também. Acho que foi muita tolice minha, de qualquer jeito. Na próxima vez que alguém reclamar de tal coisa comigo, vou mandar ir ao médico.
Uma vez ao mês, o colégio faz um culto ecumênico, aí cada um vai para uma sala que é de respectiva religião. Aí não tem problema, claro. Mas no dia-a-dia, é estranho. Enfim. Minha amiga acha que eu fui boba de pedir que ela rezasse; então ta, nunca mais menciono nada que tenha a ver com religião a partir de agora, nem no blog!
Ave Maria...

Fracos e oprimidos X minha mãe

Há pessoas que não medem conseqüências de determinada coisa. Há pessoas que medem, e mesmo assim, fazem a coisa tal. Mas há pessoas que medem as conseqüências e não fazem a coisa tal. Entenderam minha “linha” de raciocínio?! Por que eu tô dizendo isso? Bom, há uma explicação lógica, porém mal elaborada, mas vamos lá! Comecei meu dia de hoje recolhendo as roupas do varal para a minha mãe (ela me obrigou) e estendendo outras; eu sei que não é um bom jeito de se começar um dia, mas quando se tem uma mãe como a minha, é indiscutível. Enfim. Um rapaz ligou aqui em casa dizendo que estava tentando mandar um e-mail, mas não conseguia. Ele me pediu outro e-mail, que passei, e me pediu para confirmar se havia chegado. Fui esclarecer tal fato para a minha mãe, que acabou se revoltando, dizendo que o rapaz era um chato e blá-blá-blá. E disse também que não era para confirmar e-mail coisa nenhuma, porque esse cara que ligou era um folgado. Sim, ela o conhece, e certamente deve saber se ele é folgado mesmo, ou não. Assim, não confirmei o e-mail para esse cara. E então, ele ligou aqui, de novo. Se ouvissem as palavras da minha mãe, diriam que ela ficou possuída. Vou tentar imaginar o que ele falou:

Mãe: o e-mail não precisa ser confirmado...
Vítima: é que eu estava enviando para o outro e-mail, mas ele voltou.
Mãe: eu sei, mas é que esse e-mail está com problema, o outro não.
Vítima: sim, tem como confirmar pra mim?
Mãe: não tem necessidade...
Vítima: e como eu vou saber se deu certo?
Mãe: não precisa ser confirmado. Nós recebemos, entendeu?
Vítima: ...

E assim, minha mãe desliga o telefone. Eu bem que disse “precisa ser grossa com ele, mãe?”. Ela nem deu bola pra o infeliz comentário. Diria que no mundo, pessoas cometem injustiças a todo instante; estamos aqui para aprender a conviver em sociedade, mas minha mãe ignora essa filosofia. Se o cara era mesmo um folgado, como minha mãe diz, e daí? Não sei se isso é motivo para acabar com a raça dele; e obviamente, eu omiti algumas falas dela. Claro que ela não precisa idolatrar ele, e o oferecer um chazinho, mas mesmo assim. Enfim. Agora estou pisando em ovos com a minha mãe, acho que ela pensa que sou “defensora dos fracos e oprimidos”, ou no mínimo, que sou idêntica a ela, e mesmo assim, tento passar lições de moral inúteis. Claro que já fui grossa com pessoa x, mas e daí? Nossa, eu disse “e daí”? Bom, o cara do e-mail era mesmo um folgado, eu faria pior.

Personalidade real X virtual

Eu me pergunto por quê adoro discutir com as pessoas sobre coisas relevantes. Não tem um propósito, a não ser, encher a paciência da minha vítima. O único problema, é que a pessoa que eu mais gosto de chatear com as minhas discussões, é o Pedro, mas ele simplesmente me dá as respostas que eu não quero ouvir; por exemplo: é tudo bem calculado, a resposta que ele me der (e que eu espero ouvir) já tem algo para que eu possa retrucar. Porém, é muito raro que ele fale a coisa tal, e aí, eu não consigo discutir com ele! Um exemplo de coisa super entediante que gerou uma discussão mal elaborada:Pedro e eu vamos ao cinema, ele quer ver o filme A e eu, o filme B. Sugestão minha: Nós nos despedimos e depois, cada um vê o seu filme. Sugestão dele: ele vê o filme que eu quero. Isso realmente não ajuda! Eu esperava que ele dissesse: O que? Por que nós não aproveitamos e nos separamos de uma vez? Pelo menos eu diria isso, se fosse o contrário. Sim, espero que ele seja bem dramático para que eu possa usar minhas artimanhas e torrar a paciência dele sem dó. Mas nunca dá certo! Só teve uma coisinha que me lembro bem de ter conseguido matar ele de raiva. Tudo bem, não matar de raiva, mas gerou uma discussão longa e bem dramática. Como vocês devem saber, existem pessoas que são mais ou menos a mesma coisa no dia-a-dia e no msn/orkut/twitter/sms/etc... E existem pessoas que mudam de personalidade completamente. Não sei se a tecnologia revolucionou a personalidade alheia ou se essas pessoas são loucas mesmo. A questão é que elas mudam. Muito. Isso nos leva....

... A dupla personalidade do Pedro.

Episódio um: por MSN

No mundo real, ele é fofo, até demais, eu diria. Ele é carinhoso, atencioso, etc. No mundo virtual, no caso, no mundo do MSN, ele se transforma em Pedro o... O... Pode ser Pedro, o esquisito; na falta de um oposto melhor. Ou Pedro, eu não sou seu amigo. Ou quem sabe Pedro, o coração gelado, em homenagem aos ursinhos carinhosos. Enfim. Os exemplos a seguir falarão por mim.

Mensagem fofa minha: Lindo, estou morrendo de saudade! Vamos combinar de ir no cinema quando você voltar, vamos?
Resposta dele: Depois combinamos.

Episódio dois: Pelo telefone

Mensagem fofa minha: Puts, caí feio aqui, que desastrada! Ódio!
(Sem resposta)
Segundo o Pedro, isso é mentira, mas eu juro que não. Mesmo assim, adoro essa bipolaridade dele! Graças a ela, tenho o que falar aqui

Apresentação

Ou como não passar vergonha se apresentando


Pela primeira vez, sei o que falar nesta “apresentação”. Não que seja algo realmente útil, mas não vou ficar resmungando sobre a minha triste infância e sobre como eu gaguejava covardemente na hora de me apresentar a turma toda. O ranzinza do meu namorado, Pedro, disse que pessoas tímidas têm “problema”, ou disse qualquer coisa parecida. Então ta, eu decido quando sou tímida ou não... E a partir de agora, não sou mais; palmas para mim! Inspirada em um artigo que fiz recentemente, encontrei um modo de não passar vergonha ao me apresentar, seja em público ou virtualmente. Imaginem vocês, que para fazer um raio x dos “seios da face”, precisamos ficar em uma posição não muito adequada na presença de um estranho(no caso, o médico). Você precisa colocar o queixo e a testa onde há umas manchas coloridas, de barriga para baixo. E aí, o que acontece?! Você se mata de vergonha, claro. Mas na hora, obviamente você não para pra pensar que o caro do raio lá vê mil pessoas ao dia (ta, não mil, mas muitas) e jamais vai lembrar do seu rosto. E então, o que posso sugerir sobre uma situação como esta? Imagine qualquer coisa! Pode ser patos voando, uma cena de filme bem romântica, a primeira vez em que você caiu de bicicleta... E por aí vai. E foi exatamente desse jeito, que encontrei forças de fazer, pela terceira vez, um blog. Mas não vou contar o que eu imaginei. Droga, estou sendo tímida, certo? Tudo bem então, eu conto! Imaginei o tempo em que morava na casa da minha avó: às vezes, ela me pedia para regar as plantas, e eu sempre ia, na maior felicidade; mas ficava conversando com a roseira, e acabava me esquecendo de regar.