sábado, 15 de agosto de 2009
O amor e a moral da história
Eu tenho uma amiga, a M., que é determinada em tudo, até para escolher qual será seu futuro marido/namorado/ficante/afim. Para ela, o seu amado deve ser inteligente (para que ele possa ensiná-la), do tipo bronzeado (para compensar a pele branca dela), extrovertido, alto, com olhos claros e que curta MPB - ou qualquer tipo de música que se possa ouvir deitado em uma rede. Além dos critérios mínimos como tomar banho, ser educado e etc. Quem olha assim pensa: essa amiga da Cecília quer um garoto perfeito no padrão dela. Mas nem é bem por aí. A M. sempre foi uma garota muito determinada, como eu já disse, mas acabou que agora ela está namorando a sete meses com o garoto F. e está super feliz. Ta, e daí? Bom, daí que esse garoto F. não faz parte do padrão de beleza da M. Na verdade, ele tem altura Y, humor G e, por incrível que pareça, não gosta de música. É tão branco quanto minha amiga e não vai bem em portugês e história. Seus olhos e cabelos são castanhos e se tem uma coisa que ele não gosta é ficar parado em uma rede. Sem querer descrever o menino todo, mas descrevendo, ele é exatamente o que a M. não queria. No entanto, hoje ele está com ela por sete meses. Sete gente, não são cinco e nem seis, mas sete. Pois é. Isso me leva a crer que, muitas vezes, a gente sabe (ou acha que sabe) tudo o que vai fazer a gente feliz nesta vida: encontrar alguém do jeito X, com qualidades Y e levar com ele uma rotina Z. Só que aí, calha de conhecermos um cara do jeito V, com qualidades Q e nos vermos numa rotina, digamos, J. Credo, chega de letras. O ponto é: na nossa cabeça temos uns padrões de como devem ser as pessoas/situações que encontrarmos e aí, depois que nos deparamos com algo diferente, pensamos: devemos continuar com o esquema que criamos? Ou daremos chance para algo novo, como minha amiga? Nem sempre é fácil abrir mão do que planejamos, como fez a M. Na verdade, ela pensou em terminar com o F. e procurar sua felicidade que caiba nos seus padrões. Mas isso não deu em nada, pois ela descobriu que gostoso mesmo é ser diferente. Brincadeira, na verdade, ela resolver se entregar no que ela chama de "missão impossível" e ver como se sai. Eu chamo isso de "cabeça-dura", mas vamos lá. Não sei você, mas eu acho que uma das coisas mais legais no amor é ser surpreendida. Se você se prender no quesito de estar com uma pessoa nos seus padrões, perde a chance de experimentar algo totalmente diferente (e melhor) do que aquilo que planejamos. Perdemos a chance de estar com uma pessoa (ou pessoas) que pode fazer você muito feliz! Se você conhecer alguém que não seja tão bonito como você queria, nem tão legal para suas amigas como você gostaria, não se prenda a isso. A questão é você gostar da experiência. A moral não é "case e seja feliz" mas "reveja seus padrões e seja feliz".
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