Finalmente, uma postagem que não envolve minhas loucuras do cotidiano.
Outro dia (anos atrás) fui com minha amiga e a mãe dela num hospital para que ela fizesse uns exames que o homeopata pediu. Isso foi depois da aula, eu costumava pegar carona com ela. Daí, infelizmente, se ela precisasse ir ao lugar X, eu teria que ir junto. Não estou reclamando, claro. Pelo menos não voltava de ônibus, né? Enfim. Fomos pegar o carro e:
Manobrista: só um minutinho, que já estão trazendo seu carro.
Mãe da B: Tá bom.
(Passa um minutinho)
Manobrista: pronto, tá aí seu carro.
Mãe da B: cadê?
Manobrista (apontando): aqui, bem na nossa frente.
Mãe da B: esse não é meu carro!
Manobrista: como, não? Dá o seu papelzinho de novo. Tá vendo, é esse mesmo!
Mãe da B: não é não, e... Ah, desculpa, é esse mesmo.
Entramos no carro deixando pra trás dois manobristas incrédulos.
Esse tipo de mico só acontece comigo, claro. Mas prefiro pensar que foi mais mico pra mãe da B que pra mim!
domingo, 23 de agosto de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Sem medo do ridículo
Sem querer começar a coluna contando detalhes da minha rotina, mas começando, outro dia precisei tirar raio x da mão. Na salinha de espera havia uma garota que ia tirar raio x dos "seios da face" (também não sei o que é isso, mas fica no rosto). Bom. Ela entrou na sala comigo. Dei de cara com uma maca à minha frente. Fui até uma mesa onde eu deveria colocar a mão por cima. Passei a observar a garota que ia tirar o tal do raio x. Veio uma carinha com as instruções: ela teria que deitar de barriga para baixo, com o queixo apoiado onde estava verde e a testa onde estava vermelho. E ficar um tempinho assim, sabe. Supernormal. Não sei bem, mas acho que ela olhou se não tinha nenhuma câmera; tive uma crise de riso e, como o carinha fez uma expressão de que não tinha o dia inteiro, ela fez o que ele pediu. Meu raio x já tinha terminado. Saí da sala e fiquei pensando: se fosse comigo, morreria de vergonha. Pelo amor de Deus, tenho 14 anos. Já era para eu ter me curado do medo do ridículo!
Afinal de contas, o que é mais ridículo? Aquela posição ou... Uma pessoa que, por estar naquela posição, tem medo do ridículo? Não sei você, mas eu fico com a segunda opção. Ter medo do ridículo, muitas vezes, consegue ser mais ridículo do que a própria coisa que nos deu medo. Claro, não estou dizendo que ficar daquele jeito na frente de um estranho é divertido. Mas e daí? O cara do raio lá devia atender milhões de pessoas por dia (ok, não milhões, mas muitas!), nem vai se lembrar do rosto de ninguém e, como a vida não é uma novela, não vou descobrir nos próximos dias que ele é meu pai verdadeiro e que a gente se conheceu naquela situação. Enfim, por que tanto medo? Não, não descobri. Também não vou amar a experiência se precisar fazer esse exame. Mas fiz uma lista mapeando as situações nas quais me sinto ridícula e me dar pelo menos uma forma cientificamente comprovada de espantar esse sentimento. OK, esqueça a parte do cientificamente comprovado. Tá, vamos à lista, aqui não é casa da mãe Joana.
1- Em exames de raio x e posições estranhas em geral: o segredo é se concentrar na efemeridade do momento. Tudo é passageiro nesta vida, seu corpo logo voltará a posição normal... E você fará um pouco de exercício - olha que saudável!
2- Situações em geral com estranhos: lembre, eles são estranhos. Vocês não se verão norvamente. Esse argumento é válido para quem mora em cidade grande.
3- Roupa errada/dança errada/equívocos variados: desvie a atenção do seu erro, focando na sua excentricidade. Vim de jeans no casamento! Em velórios dou "parabéns" ou digo "tudo bom?" em vez de "meus pêsames" para descontrair o ambiente. Se não funcionar, apele para o número 4. Aliás, o número 4 pode ser usado em situações em geral.
4- situações em geral: imagine uma imagem na sua cabeça. A primeira que vier. Um coelho voando, mãos enrolando brigadeiro, uma cena de Caminho das Índias, coalas sambando. Concentre-se nessa imagem até a situação passar. Boa sorte.
Afinal de contas, o que é mais ridículo? Aquela posição ou... Uma pessoa que, por estar naquela posição, tem medo do ridículo? Não sei você, mas eu fico com a segunda opção. Ter medo do ridículo, muitas vezes, consegue ser mais ridículo do que a própria coisa que nos deu medo. Claro, não estou dizendo que ficar daquele jeito na frente de um estranho é divertido. Mas e daí? O cara do raio lá devia atender milhões de pessoas por dia (ok, não milhões, mas muitas!), nem vai se lembrar do rosto de ninguém e, como a vida não é uma novela, não vou descobrir nos próximos dias que ele é meu pai verdadeiro e que a gente se conheceu naquela situação. Enfim, por que tanto medo? Não, não descobri. Também não vou amar a experiência se precisar fazer esse exame. Mas fiz uma lista mapeando as situações nas quais me sinto ridícula e me dar pelo menos uma forma cientificamente comprovada de espantar esse sentimento. OK, esqueça a parte do cientificamente comprovado. Tá, vamos à lista, aqui não é casa da mãe Joana.
1- Em exames de raio x e posições estranhas em geral: o segredo é se concentrar na efemeridade do momento. Tudo é passageiro nesta vida, seu corpo logo voltará a posição normal... E você fará um pouco de exercício - olha que saudável!
2- Situações em geral com estranhos: lembre, eles são estranhos. Vocês não se verão norvamente. Esse argumento é válido para quem mora em cidade grande.
3- Roupa errada/dança errada/equívocos variados: desvie a atenção do seu erro, focando na sua excentricidade. Vim de jeans no casamento! Em velórios dou "parabéns" ou digo "tudo bom?" em vez de "meus pêsames" para descontrair o ambiente. Se não funcionar, apele para o número 4. Aliás, o número 4 pode ser usado em situações em geral.
4- situações em geral: imagine uma imagem na sua cabeça. A primeira que vier. Um coelho voando, mãos enrolando brigadeiro, uma cena de Caminho das Índias, coalas sambando. Concentre-se nessa imagem até a situação passar. Boa sorte.
sábado, 15 de agosto de 2009
O amor e a moral da história
Eu tenho uma amiga, a M., que é determinada em tudo, até para escolher qual será seu futuro marido/namorado/ficante/afim. Para ela, o seu amado deve ser inteligente (para que ele possa ensiná-la), do tipo bronzeado (para compensar a pele branca dela), extrovertido, alto, com olhos claros e que curta MPB - ou qualquer tipo de música que se possa ouvir deitado em uma rede. Além dos critérios mínimos como tomar banho, ser educado e etc. Quem olha assim pensa: essa amiga da Cecília quer um garoto perfeito no padrão dela. Mas nem é bem por aí. A M. sempre foi uma garota muito determinada, como eu já disse, mas acabou que agora ela está namorando a sete meses com o garoto F. e está super feliz. Ta, e daí? Bom, daí que esse garoto F. não faz parte do padrão de beleza da M. Na verdade, ele tem altura Y, humor G e, por incrível que pareça, não gosta de música. É tão branco quanto minha amiga e não vai bem em portugês e história. Seus olhos e cabelos são castanhos e se tem uma coisa que ele não gosta é ficar parado em uma rede. Sem querer descrever o menino todo, mas descrevendo, ele é exatamente o que a M. não queria. No entanto, hoje ele está com ela por sete meses. Sete gente, não são cinco e nem seis, mas sete. Pois é. Isso me leva a crer que, muitas vezes, a gente sabe (ou acha que sabe) tudo o que vai fazer a gente feliz nesta vida: encontrar alguém do jeito X, com qualidades Y e levar com ele uma rotina Z. Só que aí, calha de conhecermos um cara do jeito V, com qualidades Q e nos vermos numa rotina, digamos, J. Credo, chega de letras. O ponto é: na nossa cabeça temos uns padrões de como devem ser as pessoas/situações que encontrarmos e aí, depois que nos deparamos com algo diferente, pensamos: devemos continuar com o esquema que criamos? Ou daremos chance para algo novo, como minha amiga? Nem sempre é fácil abrir mão do que planejamos, como fez a M. Na verdade, ela pensou em terminar com o F. e procurar sua felicidade que caiba nos seus padrões. Mas isso não deu em nada, pois ela descobriu que gostoso mesmo é ser diferente. Brincadeira, na verdade, ela resolver se entregar no que ela chama de "missão impossível" e ver como se sai. Eu chamo isso de "cabeça-dura", mas vamos lá. Não sei você, mas eu acho que uma das coisas mais legais no amor é ser surpreendida. Se você se prender no quesito de estar com uma pessoa nos seus padrões, perde a chance de experimentar algo totalmente diferente (e melhor) do que aquilo que planejamos. Perdemos a chance de estar com uma pessoa (ou pessoas) que pode fazer você muito feliz! Se você conhecer alguém que não seja tão bonito como você queria, nem tão legal para suas amigas como você gostaria, não se prenda a isso. A questão é você gostar da experiência. A moral não é "case e seja feliz" mas "reveja seus padrões e seja feliz".
domingo, 9 de agosto de 2009
Asteriscos aleatórios!
Ou coisas que não vão acontecer tão cedo.
* Por eu não gostar de ler críticas ou sinopses de filmes antes de vê-los, acabei assistindo ao péssimo “A Garota de Mônaco” e tendo que agüentar o mau humor da minha amiga, que queria muito ter visto um filme legal, tadinha. Mas o único mérito do filme, para nós, foi ter nos deixado com vontade de conhecer Mônaco (o que não vai acontecer tão cedo).
* Estou lendo "A droga do amor" pela milésima vez. Ok, não é a milésima vez, mas deve ser a décima. Sei lá, eu poderia culpar meus pais por isso, já que eles se recusam a me dar um livro novo e contribuir para a minha felicidade. Porém não vou fazer isso, provavelmente eles querem que eu entenda o que Pedro Bandeira escreveu. Preciso dizer que isso não vai acontecer? Então.
* Estava pensando seriamente em guardar todo o dinheiro que recebo com as colunas do jornal e investir em algo realmente útil, talvez em um ano eu tenha uma quantia que realmente proporcione isso. Mas pensando bem, minha mãe não vai pagar nada pra mim a não ser em datas especiais, portanto, não vou aguentar um mês sem comprar uma roupa nova ou um sapato novo. Isso eu posso dizer que é culpa dela, eu poderia muito bem guardar meu dinheiro se ela cobrisse minhas necessidades de adolescente.
* Falando em necessidades de adolescente, eu fiz uma lista (sim, uma lista) de coisas que precisava urgentemente comprar. Urgente pelo menos pra mim né, porque para minha mãe, poderá ser providenciado no ano que vem. Não vou dizer o que é, pode ser humilhante, mas sei que, graças a ela, fiquei sem as duas novas melissas (que eram as primeiras coisas da lista). Nossa, acabei falando.
* Para não dizer que todas as coisas que não vão acontecer são péssimas, lembrei de uma ótima: meu irmão disse que já que eu estou tão empolgada com o meu salário mixuruca, deveria começar a pagar os custos mais baixos da família, como por exemplo,os DVD's que alugo no nome dele. Bom, está no nome dele, não é? Então eu nada tenho a ver com isso.
* Por eu não gostar de ler críticas ou sinopses de filmes antes de vê-los, acabei assistindo ao péssimo “A Garota de Mônaco” e tendo que agüentar o mau humor da minha amiga, que queria muito ter visto um filme legal, tadinha. Mas o único mérito do filme, para nós, foi ter nos deixado com vontade de conhecer Mônaco (o que não vai acontecer tão cedo).
* Estou lendo "A droga do amor" pela milésima vez. Ok, não é a milésima vez, mas deve ser a décima. Sei lá, eu poderia culpar meus pais por isso, já que eles se recusam a me dar um livro novo e contribuir para a minha felicidade. Porém não vou fazer isso, provavelmente eles querem que eu entenda o que Pedro Bandeira escreveu. Preciso dizer que isso não vai acontecer? Então.
* Estava pensando seriamente em guardar todo o dinheiro que recebo com as colunas do jornal e investir em algo realmente útil, talvez em um ano eu tenha uma quantia que realmente proporcione isso. Mas pensando bem, minha mãe não vai pagar nada pra mim a não ser em datas especiais, portanto, não vou aguentar um mês sem comprar uma roupa nova ou um sapato novo. Isso eu posso dizer que é culpa dela, eu poderia muito bem guardar meu dinheiro se ela cobrisse minhas necessidades de adolescente.
* Falando em necessidades de adolescente, eu fiz uma lista (sim, uma lista) de coisas que precisava urgentemente comprar. Urgente pelo menos pra mim né, porque para minha mãe, poderá ser providenciado no ano que vem. Não vou dizer o que é, pode ser humilhante, mas sei que, graças a ela, fiquei sem as duas novas melissas (que eram as primeiras coisas da lista). Nossa, acabei falando.
* Para não dizer que todas as coisas que não vão acontecer são péssimas, lembrei de uma ótima: meu irmão disse que já que eu estou tão empolgada com o meu salário mixuruca, deveria começar a pagar os custos mais baixos da família, como por exemplo,os DVD's que alugo no nome dele. Bom, está no nome dele, não é? Então eu nada tenho a ver com isso.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
final de ano, promessas e afins
Dia desses estava confabulando com a minha mãe sobre aquelas tais promessas que sempre fazemos na virada do ano. Ta, eu sei que não estamos no final do ano nem nada, mas resolvi falar sobre isso, e pronto. Então, confabulações a parte, eu nunca cumpri todas as minhas promessas. Ninguém cumpre. Não é impossível cumprir todas, claro, não estou falando que é, mas é um fato. Sem querer voltar a minha primeira coluna nem nada, nós não precisamos prometer nada sendo que estamos determinados naquilo que queremos. É uma escolha nossa. E penso que esse seja o problema. Uma pessoa que faz, por exemplo, cinco promessas na virada do ano, está, em teoria, comprometida com aquilo. Mas isso não quer dizer que ela vá cumprir as tais promessas. Pegaram a linha do raciocínio? Então. Se você está determinado a parar de roer unhas, você vai parar. Talvez isso demore, talvez seja mais rápido do que você pensa, mas vai acontecer. Mas, se você promete parar de roer as unhas na virada do ano, na próxima semana você poderá mudar de ideia e argumentar algo como “ano que vem eu faço a mesma promessa e a cumpro”. A questão é: a força de vontade é a chave para conseguir qualquer coisa. Mas se você não tem essa força, nunca sairá do lugar. Pode até parecer que eu sou uma louca que gora promessas alheias, mas juro que não. Voltando. É a mesma coisa de você ter uma irmã insuportável e prometer que será mais paciente com ela no final do ano. Aí quando ela não quiser despencar do telefone, você o pega e atira nela. E o que acontece? Você fica de castigo ou, no mínimo, fica com fama de maluca que joga o telefone nas pessoas. E você nem conseguiu cumprir sua promessa. Ta vendo? É um fato. Assim, eu repensei o seguinte: se queremos tanto conseguir uma coisa, devemos batalhar por ela. Unir forças, sabe-se lá de onde, e dar a volta por cima. Porque de qualquer forma, nunca sairemos do lugar se não dermos o primeiro passo. E não vai ser um pai de santo que descerá aqui e empurrará você para frente. Tudo depende de nós. Da nossa vontade. E, assim, conseguiremos atingir nossos objetivos, porque eles serão frutos do nosso merecimento.
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