Pai: Cecília, esse é Convento de Macaúbas, não é legal?!
Eu: Nossa, pai! Muito legal mesmo!
Pai: Pois é, é aqui que você vai passar uns anos, para aprender a rezar e a ter disciplina.
Bom, eu não acreditei muito não, quer dizer, meus pais fazendo isso comigo em pleno século XXI? Pois é, não era lá muito provável, ou era o que eu queria acreditar. Aí ele para o carro e animado diz: Que legal que você não se queixou, filha. Achei que nós teríamos problemas.
E então, ele se dirige ao porta-malas, ABRE o porta-malas e finge pegar algo no porta-malas. Ah não, que raiva/vontade de chorar que me deu... Mas aí veio:
Pai: olha lá, amor (se dirigindo a minha mãe), olha a cara dela!
Pausa. Sem querer ser chata, mas sendo, com que cara ele esperava que eu ficasse? Sério mesmo, não sei até onde vai a minha capacidade de levar tudo pro lado da brincadeira; também não conheço muito bem a capacidade de arruinar a felicidade alheia do meu pai. Enfim. Após o momento super engraçadinho do meu pai, nós entramos.
Não tem muita coisa no salão principal não, tem algumas imagens de santas e santos. Tem santo de pedido de última hora, santo disso, santo daquilo. Um monte de santo! Mas não conversei com nenhuma freirinha, nem vi nenhuma também. Lá tem uma espécie de janela escura, onde você coloca pedidos para que as freiras leiam, e você também conversa com elas por lá. Minha mãe disse que as freiras não podem sair da "casa", e tomam sol lá dentro mesmo, numa varanda. É uma pena, na entrada tem um jardim incrível.

Tipo assim, não reparem a minha cara, eu tava morrendo de rir, com o cabelo atrapalhado, mas o que realmente conta é a santinha aí, tá?!
Enfim, não ficamos tanto tempo no convento, mas deu pra ver que certas mulheres/homens gostam mesmo desde estilo de vida e se orgulham disso. Ainda assim, estou ótima aqui fora.