terça-feira, 21 de julho de 2009

No Convento De Macaúbas

Gente! Fui no convento! Não, não foi pra ficar lá... Eu bem que achei que era, depois do lindo e engraçadíssimo episódio do meu pai: minha filha vai deixar de ser uma rebelde já!

Pai: Cecília, esse é Convento de Macaúbas, não é legal?!
Eu: Nossa, pai! Muito legal mesmo!
Pai: Pois é, é aqui que você vai passar uns anos, para aprender a rezar e a ter disciplina.

Bom, eu não acreditei muito não, quer dizer, meus pais fazendo isso comigo em pleno século XXI? Pois é, não era lá muito provável, ou era o que eu queria acreditar. Aí ele para o carro e animado diz: Que legal que você não se queixou, filha. Achei que nós teríamos problemas.
E então, ele se dirige ao porta-malas, ABRE o porta-malas e finge pegar algo no porta-malas. Ah não, que raiva/vontade de chorar que me deu... Mas aí veio:

Pai: olha lá, amor (se dirigindo a minha mãe), olha a cara dela!
Pausa. Sem querer ser chata, mas sendo, com que cara ele esperava que eu ficasse? Sério mesmo, não sei até onde vai a minha capacidade de levar tudo pro lado da brincadeira; também não conheço muito bem a capacidade de arruinar a felicidade alheia do meu pai. Enfim. Após o momento super engraçadinho do meu pai, nós entramos.
Não tem muita coisa no salão principal não, tem algumas imagens de santas e santos. Tem santo de pedido de última hora, santo disso, santo daquilo. Um monte de santo! Mas não conversei com nenhuma freirinha, nem vi nenhuma também. Lá tem uma espécie de janela escura, onde você coloca pedidos para que as freiras leiam, e você também conversa com elas por lá. Minha mãe disse que as freiras não podem sair da "casa", e tomam sol lá dentro mesmo, numa varanda. É uma pena, na entrada tem um jardim incrível.

Tipo assim, não reparem a minha cara, eu tava morrendo de rir, com o cabelo atrapalhado, mas o que realmente conta é a santinha aí, tá?!
Enfim, não ficamos tanto tempo no convento, mas deu pra ver que certas mulheres/homens gostam mesmo desde estilo de vida e se orgulham disso. Ainda assim, estou ótima aqui fora.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Um aniversários, duas datas

Eu comemorei um mês de namoro dia seis de julho; só que há outra data: nove de julho, que é quando fizemos dois meses de... de que?! Bom, de alguma coisa quando o casal fica junto sem namorar. Sim, nós seguimos o mesmo calendário. Mas é que nós ficamos dia nove, e oficializamos uma coisa que já existia no dia seis. Isso não é de muita ajuda. Imaginem um casal que passa a morar junto no dia tal. Imaginou? Bom, tecnicamente, esse casal está casado. Eles vão no cartório assinar o papelzinho lá, e pronto. Se um casal casa e mora junto num grande pacote, é prático, eles têm uma só data. Mas, se eles têm duas, qual prevalece? Se um casal mora junto, considero esse casal perfeitamente casado. Mas afinal, depois de oficializar, alguma coisa muda? Acho que não. Falando sério, isso dá um imenso trabalho! No meu caso, dia seis (que vem antes do dia nove):

Eu: Feliz um mês de namoro, querido!
Pedro: Feliz um mês de namoro, amor!

Não parece tão terrível, certo?! Nos parabenizamos, se der, saímos. Enfim. Agora, três dias depois, a mesma coisa:

Eu: Feliz dois meses de... do dia aí que a gente tá junto, querido!
Pedro: Idem.

Bom, vamos comemorar mesmo uma coisa que dá praticamente no mesmo da outra? Quem vê nem acredita.Sem querer ser baranga, mas sendo, digo o seguinte: eu e o meu coração queremos comemorar uma data só, que a data que realmente conta, a do dia seis. Não que a outra não valha nada, claro, mas mesmo assim.
Deixando de falar baranguices, agora: ai, são só datas, certo? Então eu dou uma lembrancinha pra ele no dia seis, e ele me dá outra no dia nove.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O condicionador mal-educado e o pirulito que acende

O condicionador mal-educado


Anteontem, no supermercado, lembrei que precisava comprar condicionador. Vi um da Seda para cabelos ondulados que eu nunca tinha usado e comprei. Na hora de lavar o cabelo, adoro ficar lendo rótulos, para agüentar aqueles tais três minutos que o condicionador leva para agir sem ficar ensaboando tudo o que eu já tinha ensaboado e gastando água e mais água. Bom, sem dar mais detalhes da logística do meu banho, fiquei superfeliz por ter um rótulo novo e comecei a ler:

"Seus cabelos ondulados têm um encanto natural, que, no entanto, ninguém descobriu ainda? Para definir seus cachos, chegou esse Seda e blá blá blá"

Sério. Falar que seus cabelos têm um encanto natural que ninguém descobriu é quase uma ofensa! Será que era uma piadinha dos publicitários que criaram o texto do rótulo e não era para ir para o rótulo de verdade?

Aposto que a pessoa que escreveu esse texto se gaba por todo mundo ter descoberto o encanto natural do cabelo dela.

O pirulito que acende


O pirulito que acende!Bom: uma vez, há alguns anos, eu e meu amigo Rafael estávamos numa lojinha, quando ele disse: "Nossa, esse pirulito acende!". Eu disse: "Tipo o Pirocóptero? Que legal!". Ele: "Hã? O Pirocóptero VOA! Esse aqui acende, tem uma luzinha, ó. De onde você tirou que ele voava?". Eu tinha entendido "ascende", de "ascender", e não "acende". A culpa não é minha, mas da língua! Até hoje o Rafael me zoa por causa disso. Com certeza, eu estava lendo na época algo sobre ascensão e queda de alguma coisa, para ficar com essa palavra na cabeça. Se bem que... Tudo bem que "ascende" é menos usado que "acende", mas o que é mais fácil de imaginar? Um pirulito que voa como o pirocóptero ou um que é praticamente uma lanterna?

Sobre amigos que não vemos há muito tempo

No início das férias, encontrei uma velha amiga no MSN. Ela é uma daquelas nerds que só usam o computador em feriados. Enfim. Finalmente nos encontramos e:

J: Oi Ciça! Quanto tempo!
Eu: J! Quanto tempo mesmo!
J: Bom, só da tempo de dar "Oi", estou saindo!
Eu: Não, resume as novidas, pelo menos!
J: Vejamos... Descobri que sempre fui lésbica, estou namorando, ela é incrível!
J: Depois te mando as fotos dela e tal!
J: Beijão, te adoro!

Amigas sumidas, sempre cheias de novidades!

P.S.: Novo vício alimentar: Chocolate quente com bolacha Maria.

Chocolate ou sorvete?

No início do ano, fui jantar na casa dos avós de uma amiga e um diálogo bobo acabou me marcando. Essa casa tinha uma biblioteca enorme, como todos os livros do mundo e mais alguns (ta, vou tentar seguir o texto sem tanto exagero). Depois de comer, fomos lá dar uma olhadinha. E aí eu, num momento nerd descontraída, soltei: ”que desespero! Tem tanto coisa que quero ler e nunca vou conseguir ler tudo! O que faço?” E minha amiga, num momento evoluída e ponderada, disse: “você faz escolhas”. Como quem não quer nada, a chatinha resumiu algo que conhecemos bem: queremos ter tudo e mais alguma coisa, mas não podemos. E aí precisamos escolher.
Ter opções é muito dinâmico, claro. Sair para comprar xampu e ter zilhões de tipos à disposição. Ser livre para se jogar em namoros, amizades, cursos, planos, viagens, modos de ver a vida – e para colocar um ponto final nisso tudo, se quiser. Você pode sair do colégio e ir direto para a faculdade ou negociar com seus pais um intercâmbio antes disso. Falando em faculdade, pode escolher entre mil cursos. Pode namorar mil pessoas e casar um dia, assim como pode não casar e ter um filho com seu melhor amigo, não ter filhos, casar várias vezes, fazer um voto de abstinência. O problema é que quanto mais opções temos, mais confusos ficamos. Assim como minha amiga e eu naquela biblioteca. Ta, só eu, já que ela estava pagando de evoluída e ponderada. Enfim: como tem mil coisas para a gente fazer – umas mais fáceis, outras nem tanto – e como existem, várias possibilidades de agir, mas de desejar, de sonhar –, ficamos perdidos. Ainda mais porque não podemos ter tudo. Não podemos mesmo? Sem querer ser chata: não, não podemos.
Desculpa, mas não dá para você ter um namoro de mil anos e querer o mesmo frio na barriga do começo. Não dá pra ser legal o tempo todo e nunca dizer “não” sem se prejudicar. Não dá pra comer quilos de chocolate sem engordar. Precisamos ter prioridades, percebendo que se ganhamos de um lado, perdemos do outro. A gente vive tendo que escolher.
É fácil? Não. Mas pode ser delicioso? Pode, ainda mais se não formos com muita sede ao pote. Sem querer voltar ao passado nem nada, há uns 70 anos, o pessoal tinha muito menos opção. De coisas para fazer, cursos para escolher, de xampu. Hoje, a gente tem, mas fica angustiado. Quem sabe nos sentimos mais felizes se tivermos a consciência de que, escolhendo algumas coisas, em vez de tudo, ficaremos menos frustrados e aproveitaremos melhor a vida. Não leremos todos os livros da biblioteca, mas leremos vários. E muito mais bem lidos do que se continuássemos tentando ler tudo.

Sobre micos e religião

Com a inspiração transbordando, faço outro artigo. De que, não sei, mas a gente inventa! Não sou uma pessoa mega religiosa, tenho minhas crenças e blá-blá-blá, assim como todo mundo. No início do ano, uma amiga minha estava reclamando de dor no peito, calafrios constantes e “sensação ruim”; igual quando sua tia-avó vai atravessar uma ponte e você prevê que ela vai despencar de lá e morrer, mas acaba que ela sai ilesa. Enfim. Ela disse que ia num médico, pra ver o que estava de errado. Vamos chamar ela de N.

N: estou com uma sensação péssima...
Eu: não é melhor você rezar?
Ela ignorando, ou então, não percebendo minha pergunta, continuou:
N: acho que vou ao médico, isso não é normal.
Eu: médico? Médico não resolve isso não, você tem que rezar.

E assim, meio mundo (mentira, só ela) disparou a rir. Não sei qual era o problema, mas mesmo assim, comecei a rir também. Acho que foi muita tolice minha, de qualquer jeito. Na próxima vez que alguém reclamar de tal coisa comigo, vou mandar ir ao médico.
Uma vez ao mês, o colégio faz um culto ecumênico, aí cada um vai para uma sala que é de respectiva religião. Aí não tem problema, claro. Mas no dia-a-dia, é estranho. Enfim. Minha amiga acha que eu fui boba de pedir que ela rezasse; então ta, nunca mais menciono nada que tenha a ver com religião a partir de agora, nem no blog!
Ave Maria...

Fracos e oprimidos X minha mãe

Há pessoas que não medem conseqüências de determinada coisa. Há pessoas que medem, e mesmo assim, fazem a coisa tal. Mas há pessoas que medem as conseqüências e não fazem a coisa tal. Entenderam minha “linha” de raciocínio?! Por que eu tô dizendo isso? Bom, há uma explicação lógica, porém mal elaborada, mas vamos lá! Comecei meu dia de hoje recolhendo as roupas do varal para a minha mãe (ela me obrigou) e estendendo outras; eu sei que não é um bom jeito de se começar um dia, mas quando se tem uma mãe como a minha, é indiscutível. Enfim. Um rapaz ligou aqui em casa dizendo que estava tentando mandar um e-mail, mas não conseguia. Ele me pediu outro e-mail, que passei, e me pediu para confirmar se havia chegado. Fui esclarecer tal fato para a minha mãe, que acabou se revoltando, dizendo que o rapaz era um chato e blá-blá-blá. E disse também que não era para confirmar e-mail coisa nenhuma, porque esse cara que ligou era um folgado. Sim, ela o conhece, e certamente deve saber se ele é folgado mesmo, ou não. Assim, não confirmei o e-mail para esse cara. E então, ele ligou aqui, de novo. Se ouvissem as palavras da minha mãe, diriam que ela ficou possuída. Vou tentar imaginar o que ele falou:

Mãe: o e-mail não precisa ser confirmado...
Vítima: é que eu estava enviando para o outro e-mail, mas ele voltou.
Mãe: eu sei, mas é que esse e-mail está com problema, o outro não.
Vítima: sim, tem como confirmar pra mim?
Mãe: não tem necessidade...
Vítima: e como eu vou saber se deu certo?
Mãe: não precisa ser confirmado. Nós recebemos, entendeu?
Vítima: ...

E assim, minha mãe desliga o telefone. Eu bem que disse “precisa ser grossa com ele, mãe?”. Ela nem deu bola pra o infeliz comentário. Diria que no mundo, pessoas cometem injustiças a todo instante; estamos aqui para aprender a conviver em sociedade, mas minha mãe ignora essa filosofia. Se o cara era mesmo um folgado, como minha mãe diz, e daí? Não sei se isso é motivo para acabar com a raça dele; e obviamente, eu omiti algumas falas dela. Claro que ela não precisa idolatrar ele, e o oferecer um chazinho, mas mesmo assim. Enfim. Agora estou pisando em ovos com a minha mãe, acho que ela pensa que sou “defensora dos fracos e oprimidos”, ou no mínimo, que sou idêntica a ela, e mesmo assim, tento passar lições de moral inúteis. Claro que já fui grossa com pessoa x, mas e daí? Nossa, eu disse “e daí”? Bom, o cara do e-mail era mesmo um folgado, eu faria pior.

Personalidade real X virtual

Eu me pergunto por quê adoro discutir com as pessoas sobre coisas relevantes. Não tem um propósito, a não ser, encher a paciência da minha vítima. O único problema, é que a pessoa que eu mais gosto de chatear com as minhas discussões, é o Pedro, mas ele simplesmente me dá as respostas que eu não quero ouvir; por exemplo: é tudo bem calculado, a resposta que ele me der (e que eu espero ouvir) já tem algo para que eu possa retrucar. Porém, é muito raro que ele fale a coisa tal, e aí, eu não consigo discutir com ele! Um exemplo de coisa super entediante que gerou uma discussão mal elaborada:Pedro e eu vamos ao cinema, ele quer ver o filme A e eu, o filme B. Sugestão minha: Nós nos despedimos e depois, cada um vê o seu filme. Sugestão dele: ele vê o filme que eu quero. Isso realmente não ajuda! Eu esperava que ele dissesse: O que? Por que nós não aproveitamos e nos separamos de uma vez? Pelo menos eu diria isso, se fosse o contrário. Sim, espero que ele seja bem dramático para que eu possa usar minhas artimanhas e torrar a paciência dele sem dó. Mas nunca dá certo! Só teve uma coisinha que me lembro bem de ter conseguido matar ele de raiva. Tudo bem, não matar de raiva, mas gerou uma discussão longa e bem dramática. Como vocês devem saber, existem pessoas que são mais ou menos a mesma coisa no dia-a-dia e no msn/orkut/twitter/sms/etc... E existem pessoas que mudam de personalidade completamente. Não sei se a tecnologia revolucionou a personalidade alheia ou se essas pessoas são loucas mesmo. A questão é que elas mudam. Muito. Isso nos leva....

... A dupla personalidade do Pedro.

Episódio um: por MSN

No mundo real, ele é fofo, até demais, eu diria. Ele é carinhoso, atencioso, etc. No mundo virtual, no caso, no mundo do MSN, ele se transforma em Pedro o... O... Pode ser Pedro, o esquisito; na falta de um oposto melhor. Ou Pedro, eu não sou seu amigo. Ou quem sabe Pedro, o coração gelado, em homenagem aos ursinhos carinhosos. Enfim. Os exemplos a seguir falarão por mim.

Mensagem fofa minha: Lindo, estou morrendo de saudade! Vamos combinar de ir no cinema quando você voltar, vamos?
Resposta dele: Depois combinamos.

Episódio dois: Pelo telefone

Mensagem fofa minha: Puts, caí feio aqui, que desastrada! Ódio!
(Sem resposta)
Segundo o Pedro, isso é mentira, mas eu juro que não. Mesmo assim, adoro essa bipolaridade dele! Graças a ela, tenho o que falar aqui

Apresentação

Ou como não passar vergonha se apresentando


Pela primeira vez, sei o que falar nesta “apresentação”. Não que seja algo realmente útil, mas não vou ficar resmungando sobre a minha triste infância e sobre como eu gaguejava covardemente na hora de me apresentar a turma toda. O ranzinza do meu namorado, Pedro, disse que pessoas tímidas têm “problema”, ou disse qualquer coisa parecida. Então ta, eu decido quando sou tímida ou não... E a partir de agora, não sou mais; palmas para mim! Inspirada em um artigo que fiz recentemente, encontrei um modo de não passar vergonha ao me apresentar, seja em público ou virtualmente. Imaginem vocês, que para fazer um raio x dos “seios da face”, precisamos ficar em uma posição não muito adequada na presença de um estranho(no caso, o médico). Você precisa colocar o queixo e a testa onde há umas manchas coloridas, de barriga para baixo. E aí, o que acontece?! Você se mata de vergonha, claro. Mas na hora, obviamente você não para pra pensar que o caro do raio lá vê mil pessoas ao dia (ta, não mil, mas muitas) e jamais vai lembrar do seu rosto. E então, o que posso sugerir sobre uma situação como esta? Imagine qualquer coisa! Pode ser patos voando, uma cena de filme bem romântica, a primeira vez em que você caiu de bicicleta... E por aí vai. E foi exatamente desse jeito, que encontrei forças de fazer, pela terceira vez, um blog. Mas não vou contar o que eu imaginei. Droga, estou sendo tímida, certo? Tudo bem então, eu conto! Imaginei o tempo em que morava na casa da minha avó: às vezes, ela me pedia para regar as plantas, e eu sempre ia, na maior felicidade; mas ficava conversando com a roseira, e acabava me esquecendo de regar.