quarta-feira, 15 de julho de 2009

Fracos e oprimidos X minha mãe

Há pessoas que não medem conseqüências de determinada coisa. Há pessoas que medem, e mesmo assim, fazem a coisa tal. Mas há pessoas que medem as conseqüências e não fazem a coisa tal. Entenderam minha “linha” de raciocínio?! Por que eu tô dizendo isso? Bom, há uma explicação lógica, porém mal elaborada, mas vamos lá! Comecei meu dia de hoje recolhendo as roupas do varal para a minha mãe (ela me obrigou) e estendendo outras; eu sei que não é um bom jeito de se começar um dia, mas quando se tem uma mãe como a minha, é indiscutível. Enfim. Um rapaz ligou aqui em casa dizendo que estava tentando mandar um e-mail, mas não conseguia. Ele me pediu outro e-mail, que passei, e me pediu para confirmar se havia chegado. Fui esclarecer tal fato para a minha mãe, que acabou se revoltando, dizendo que o rapaz era um chato e blá-blá-blá. E disse também que não era para confirmar e-mail coisa nenhuma, porque esse cara que ligou era um folgado. Sim, ela o conhece, e certamente deve saber se ele é folgado mesmo, ou não. Assim, não confirmei o e-mail para esse cara. E então, ele ligou aqui, de novo. Se ouvissem as palavras da minha mãe, diriam que ela ficou possuída. Vou tentar imaginar o que ele falou:

Mãe: o e-mail não precisa ser confirmado...
Vítima: é que eu estava enviando para o outro e-mail, mas ele voltou.
Mãe: eu sei, mas é que esse e-mail está com problema, o outro não.
Vítima: sim, tem como confirmar pra mim?
Mãe: não tem necessidade...
Vítima: e como eu vou saber se deu certo?
Mãe: não precisa ser confirmado. Nós recebemos, entendeu?
Vítima: ...

E assim, minha mãe desliga o telefone. Eu bem que disse “precisa ser grossa com ele, mãe?”. Ela nem deu bola pra o infeliz comentário. Diria que no mundo, pessoas cometem injustiças a todo instante; estamos aqui para aprender a conviver em sociedade, mas minha mãe ignora essa filosofia. Se o cara era mesmo um folgado, como minha mãe diz, e daí? Não sei se isso é motivo para acabar com a raça dele; e obviamente, eu omiti algumas falas dela. Claro que ela não precisa idolatrar ele, e o oferecer um chazinho, mas mesmo assim. Enfim. Agora estou pisando em ovos com a minha mãe, acho que ela pensa que sou “defensora dos fracos e oprimidos”, ou no mínimo, que sou idêntica a ela, e mesmo assim, tento passar lições de moral inúteis. Claro que já fui grossa com pessoa x, mas e daí? Nossa, eu disse “e daí”? Bom, o cara do e-mail era mesmo um folgado, eu faria pior.

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