Ou: uma lição pra mim mesma
Sem querer começar o post pagando de observadora nem nada, é muito interessante ver como as pessoas reagem de maneiras diferentes aos problemas. Você deve ter uma amiga assim: quando acontece algo dramático na vida dela, por exemplo: no dia do aniversário dela, ela tomou um fora sem motivo nenhum. Aí ela chora, se descabela, come chocolate até aumentar dois números no manequim e tal, mas, uma semana depois, está lá, toda feliz de novo. Exemplo pessoal do tipo oposto também são fáceis de serem encontrados: eu ainda choro quase toda semana pelo meu cachorro que foi embora - ele não morreu, que eu saiba. Tiraram ele de mim - ... a três anos atrás. Existem os meio termo, mas eles não são tão divertidos, vamos voltar a falar dos extremos. Sofrer demais ou de menos é uma opção que a gente faz, ou cada um de nós pega uma ficha quando nasceu (sofredores nessa fila, serelepes na outra)e a coisa não tem mais volta? Isso soa um pouco cruel. Penso que temos capacidade suficiente de mudar quaisquer coisas que nos perturbem; um pouco de boa vontade, nesse caso, vem a calhar. Então pra que eu vou bancar a "emo" e passar a ouvir músicas tristes que me deixam pior, sendo que quero melhorar meu "estado de espírito"? Sim, é burrice. Se eu quero melhorar, devo passar a buscar coisas que me deixam pra cima, e não pra baixo. Tudo bem, talvez você realmente goste de músicas deprimentes; mas que isso não vai ser de muita ajuda, não vai. Aí sempre vem um e me diz: até parece que é fácil superar do nada certas coisas. Bom, eu não quero bancar a equilibrada nem nada, mas eu já passei por tanta coisa e dei a volta por cima, que hoje não existem barreiras insuperáveis para mim. Experimentar algo desconhecido nos amadurece. Sorrir para alguém que você odeia, por exemplo, traz uma sensação tão boa que vocês não fazem ideia: a pessoa vai ficar totalmente confusa com você e, talvez, parar de perturbar seu lugar zen de paz (vulgo: cabeça). Mas como eu dizia, reunir forças e dar a volta por cima é a melhor coisa do mundo, e você nem precisa fazer isso sozinha (o). Buscar seu ponto de apoio na família, por exemplo, pode ser uma boa saída. Não estou desmerecendo os amigos, claro, mas acho que a família apoiará você independente do que você esteja passando, não irá te julgar nem nada... E família é família, ninguém discute. Depois, o que você considerava "a pior fase da sua vida", não irá passar de mais uma nota de rodapé na sua história. A sensação de volta por cima é libertadora, levanta nossa auto-estima, entende? Eu recomendo uma reavaliação de tudo antes de você cogitar um serial killer envolvendo todos que encherem sua paciência... Brincadeirinha. O que eu quero dizer é que, tentar gostar mais de você, na pior das hipóteses, te ajudará a superar certas coisas. Claro que o meu exemplo pessoal sobre chorar por cachorros que saíram da sua vida a três anos não é válido para tudo. Tem gente por aí que se depara com pessoas perfeitas demais e acabam se deprimindo porque não são como elas. Nós criticamos tanto o nosso jeito de ser, mas há tantas pessoas que se aproximam da gente exatamente porque temos esse tal jeito. Elas simplesmente se identificam, sabe? Se uma flor tentar ser amiga de uma cadeira, não dará muito certo. E nós flores lá, insistindo em ser amigas da cadeira. Que coisa, né? Arrumar sofrimento onde nem existe. Ai ai. Bom, minhas florzinhas, desabafei aqui. Pior é que me identifiquei com toda minha pseudo-lição de moral para sofredores de causas inusitadas. Não sei bem, sempre quis ser amiga da cadeira.
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